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O que é o Crédito de Carbono?

É uma espécie de moeda ambiental, que pode ser conseguida por meio de projetos que absorvam GEE (Gases de Efeito Estufa) da atmosfera, por exemplo:
Redução das emissões provenientes da queima de combustíveis fósseis; Substituição de combustíveis fósseis por energia limpa e renovável, como eólica, solar, biomassa, PCH (Pequena Central Hidrelétrica) etc;
Aproveitamento  das emissões que seriam de qualquer forma descarregadas na atmosfera (metano de aterros sanitários), para a produção de energia;
Reflorestamento.

No Brasil temos um grande potencial para a geração de "créditos de carbono". O porte de nosso setor florestal é inigualável, nossa matriz energética é peculiar e não nos faltam fatores físicos, geográficos e climáticos favoráveis ao desenvolvimento de fontes energéticas ambientalmente sadias.

O que é o Efeito Estufa?

Fenômeno causado pelo acúmulo de certos gases na atmosfera, conhecidos popularmente como Gases de Efeito Estufa (GEEs), que provocam retenção do calor e aquecimento da superfície da terra. No âmbito do Protocolo de Kyoto/Acordo de Paris, os seguintes GEEs são regulados: dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), óxido nitroso (N2O), hidrofluorcarbono (HFC), perfluorcarbono (PFC), hexafluoreto de enxofre (SF6). O aumento da concentração desses gases na atmosfera tem sido resultante da ação do homem, especialmente pelas seguintes atividades: queima de combustíveis fósseis e biomassa (CO2 e N2O); decomposição de matéria orgânica (CH4); atividades industriais, refrigeração, uso de propulsores, espumas expandidas e solventes (HFC e SF6); e uso de fertilizantes (N2O).

Acordo de Paris

O Acordo de Paris é um tratado internacional juridicamente vinculativo sobre mudanças climáticas. Foi adotado por 196 países na COP 21 em Paris em 12 de Dezembro de 2015 e entrou em vigor em 4 de Novembro de 2016. Seu principal objetivo é reduzir as emissões de gases de efeito estufa para limitar o aumento médio de temperatura global a 2ºC, quando comparado a níveis pré-industriais. Para atingir essa meta de temperatura de longo prazo, os países pretendem atingir o pico global de emissões de gases de efeito estufa o mais rápido possível para alcançar um clima neutro em meados do século.

O Acordo de Paris é um marco no processo multilateral de mudança climática porque, pela primeira vez, um acordo vinculante traz todas as nações em uma causa comum para empreender esforços ambiciosos para combater a mudança climática e se adaptar aos seus efeitos.

Para mais informações acesse:

https://unfccc.int/process-and-meetings/the-paris-agreement/the-paris-agreement

Protocolo Kyoto

O Protocolo de Quioto foi adotado em 11 de dezembro de 1997. Devido a um complexo processo de ratificação, ele entrou em vigor em 16 de fevereiro de 2005. Chegando a 192 países no Protocolo de Quioto.

Em suma, o Protocolo de Quioto operacionaliza a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima ao comprometer os países industrializados e as economias em transição a limitar e reduzir as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) de acordo com as metas individuais acordadas. A própria Convenção apenas pede a esses países que adotem políticas e medidas de mitigação e que apresentem relatórios periódicos.

O Protocolo de Quioto é baseado nos princípios e disposições da Convenção e segue sua estrutura baseada em anexos. Vincula os países desenvolvidos pois reconheceu que são eles os responsáveis históricos pelos altos níveis de emissões de GEE na atmosfera.

Em seu Anexo B, o Protocolo de Quioto estabelece metas obrigatórias de redução de emissões para 37 países industrializados. No geral, essas metas somam uma redução média de 5% nas emissões de CO2 em comparação com os níveis de 1990 durante o prazo de cinco anos 2008-2012 (o primeiro período de compromisso).

Para mais informações acesse:

https://unfccc.int/kyoto_protocol